A BR-381 tem sido tema de muitas discussões e isto é devido
a grande risco que apresenta, sendo até motivo de manifestações em que pediam
sua duplicação. Por causar tanto medo pelo seu alto índice de acidentes é
também conhecida como corredor da morte e é por esse motivo que resolvi
retratar seus perigos em meu ensaio.
A estratégia utilizada
tinha como objetivo mostrar tais perigos, defeitos e sinais de risco através do
olhar de quem está dentro do carro. As imagens ao serem colocadas em preto e
branco acentuam o sentimento de perigo e tiram
atenção do que está ao redor destacando o que realmente deve ser dado atenção.
Para realizar tais
fotos me inspirei em umas das fotografias do ensaio asfalto de Rodrigo Zeferino,
em que ele fotografa dentro de um veiculo, e nas de Sebastiao Salgado, pois suas
fotos pretas e brancas demonstram todo sentimento, dor e profundidade que tanto
o fotógrafo quanto o fotografado sentem no momento. Já Israel Araújo também
retratou no final de 2012 os perigos nas estradas de Piauí em especial a
BR-116. Outra referencia foram as repórteres Ivna Girão e Lina Moscoso que
retrataram para o Diário do Nordeste
os perigos constantes nas rodovias de todo Brasil. Através de dados e
estatísticas mostraram as necessidades de melhorias nas estradas brasileiras.
Gustavo Domingues
escreveu no site Foto Guia que a cor
acaba sendo distração tirando a atenção dos blocos visuais de uma boa
fotografia, textura, forme e luz. Cartier Bresson, um dos mais famosos e
reconhecidos fotógrafos de todos os tempos dizia que “a realidade é a cores e a
fotografia a preto e branco.” De acordo com o site Fotos e Fotos a fotografia em preto e branco permite que o
fotógrafo apresente um olhar impressionista nesta realidade, que depende mais
de elementos com composição, contraste, tom, textura e padrão, tornando, assim,
a fotografia tão especial.
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